Garoto de 12 anos abandona a escola para virar pro player de Fortnite com apoio dos pais

Decisão divide opiniões e reacende debate sobre educação, disciplina e futuro nos eSports.

Por: Anderson Schulz Fonte: Scmp
14/01/2026 às 12h00
Garoto de 12 anos abandona a escola para virar pro player de Fortnite com apoio dos pais

Um jovem gamer japonês de apenas 12 anos está no centro de uma grande discussão nas redes sociais após tomar uma decisão nada comum: não ingressar no ensino médio para se dedicar integralmente à carreira profissional em Fortnite. Com total apoio dos pais, o garoto pretende transformar os eSports em sua principal atividade.

Conhecido online como Tarou, o streamer começou a jogar videogames ainda aos três anos de idade e construiu uma trajetória fora da curva. Atualmente, ele soma mais de 230 mil seguidores, com lives focadas principalmente em Fortnite competitivo.

A decisão foi anunciada no dia 8 de fevereiro, após cerca de um ano de conversas com os pais e com a escola. Segundo Tarou, a escolha foi pensada para criar uma rotina intensa de treinos, sem abrir mão de cuidados básicos como sono, exercícios físicos e estudos paralelos.

Em entrevista ao site japonês NEWS Post Seven, os pais afirmaram que o talento do garoto ficou evidente ainda no ensino fundamental. No segundo ano escolar, Tarou já conseguia vencer jogadores profissionais. Em 2020, com apoio de um atleta experiente do cenário competitivo, ele lançou oficialmente seu canal de streaming.

O grande objetivo do jovem é disputar a Fortnite World Cup, um dos torneios mais importantes do game. Para isso, ele acredita que a rotina escolar tradicional inviabilizaria o nível de dedicação exigido.
“Os melhores jogadores evoluem o tempo todo. Treinar menos de dez horas por dia não é suficiente”, afirmou Tarou.

O pai do garoto comparou os eSports aos esportes tradicionais, destacando que jogadores profissionais treinam facilmente mais de dez horas por dia, enquanto atletas convencionais costumam treinar cerca de cinco. “Se ele estudasse em período integral, chegaria exausto e sem foco”, explicou.

Apesar do apoio familiar, o caso levanta questionamentos importantes. No Japão, nove anos de escolaridade são obrigatórios, e ainda não foi divulgado se Tarou seguirá algum modelo alternativo de ensino. Nas redes sociais, o público se divide entre críticas à decisão e apoio à família.

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