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Menino de 11 anos pega reserva de emergência da família e gasta US$ 2 mil no Roblox
Garoto comprou cartões-presente em duas transações no Walmart; pais questionam como uma criança conseguiu gastar quantia tão alta sem intervenção de um adulto.
14/08/2026 16h50
Por: Anderson Schulz Fonte: Dexerto

Um caso envolvendo Roblox, US$ 2 mil e a reserva financeira de uma família está chamando atenção no Canadá. Um menino de apenas 11 anos pegou escondido o dinheiro que os pais mantinham guardado para emergências e utilizou parte da quantia para comprar cartões-presente do jogo.

O episódio aconteceu em Toronto e envolve a família de Hong Jin e Jason Kim. Segundo relato dos pais à CTV News, o garoto encontrou um envelope que continha entre US$ 2 mil e US$ 3 mil em dinheiro antes de visitar a avó.

Durante uma ida ao Walmart, ele conseguiu se afastar da avó e utilizou US$ 2 mil para comprar cartões-presente Roblox.

A família só descobriu o que havia acontecido depois de perceber o desaparecimento das economias.

Garoto dividiu os US$ 2 mil em duas compras

Um dos detalhes que mais chamou atenção da família foi a maneira como a compra aconteceu.

O Walmart possui um limite de US$ 1 mil por transação envolvendo cartões-presente. Como o garoto estava com US$ 2 mil, realizou duas compras separadas em dinheiro.

Dessa maneira, conseguiu adquirir o equivalente a US$ 2 mil em cartões do Roblox mesmo tendo apenas 11 anos.

Quando descobriram o ocorrido, os pais retornaram ao estabelecimento levando os cartões e os comprovantes das compras na tentativa de recuperar o dinheiro.

A família, porém, foi informada de que os cartões eram considerados venda final e, portanto, não poderiam ser reembolsados.

Família questiona responsabilidade do Walmart

Os pais passaram então a questionar como uma criança conseguiu realizar compras envolvendo uma quantia tão elevada sem que um responsável fosse consultado.

Jason Kim afirmou à CTV News que ficou chocado com a situação e não imaginava que uma criança pudesse gastar US$ 2 mil dessa maneira em uma loja.

O Walmart Canada informou que analisou as transações e concluiu que o funcionário envolvido seguiu a política da empresa, já que cada compra respeitou individualmente o limite de US$ 1 mil.

A companhia também explicou que não existe uma restrição de idade própria para a compra de cartões-presente em suas lojas canadenses.

Emissores específicos, entretanto, podem estabelecer condições relacionadas ao resgate desses cartões.

O Walmart informou ainda que entrou em contato diretamente com a família para conversar sobre o caso.

Caso reacende discussão sobre crianças e gastos dentro dos games

O episódio também coloca novamente em discussão a relação entre crianças, moedas virtuais e sistemas de monetização presentes nos videogames.

Cartões-presente permitem adicionar créditos a contas sem necessariamente utilizar um cartão bancário diretamente dentro do jogo.

No Roblox, esses valores podem ser utilizados para adquirir Robux, moeda virtual empregada em diferentes experiências e conteúdos dentro da plataforma.

O mercado de games já registrou outros episódios envolvendo menores realizando gastos elevados sem que os responsáveis percebessem imediatamente.

Casos semelhantes já envolveram compras de milhares de dólares em V-Bucks de Fortnite e até doações realizadas em plataformas de streaming.

Isso torna importante a utilização de controles parentais, senhas para compras e acompanhamento das contas utilizadas por crianças, principalmente em jogos que trabalham com moedas virtuais e microtransações.

Família ainda tenta resolver a situação

Até a publicação da reportagem original, não havia indicação de que o Walmart ou a Roblox tivessem realizado o reembolso dos US$ 2 mil.

O caso possui ainda uma particularidade importante: diferentemente de situações nas quais uma criança utiliza escondido o cartão de crédito dos pais para realizar compras dentro de um jogo, aqui o garoto pegou dinheiro físico e comprou cartões-presente pessoalmente em uma loja.

Isso pode tornar a situação ainda mais complicada para a família, já que as compras foram realizadas presencialmente, em dinheiro e respeitaram individualmente o limite estabelecido pelo estabelecimento.

Para além do susto financeiro, o episódio deixa uma discussão importante para pais e responsáveis:

até onde vai a responsabilidade das plataformas, das lojas e das próprias famílias quando crianças conseguem movimentar quantias tão altas dentro do universo dos games?