
O Projeto de Lei 3612/2026, inspirado no movimento internacional Stop Killing Games, ganhou novos apoios no Congresso Nacional. Nesta semana, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) declarou apoio à proposta, juntando-se à deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que já havia manifestado posição favorável ao texto apresentado por Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Embora os parlamentares concordem com a necessidade de ampliar a proteção aos consumidores de jogos digitais, Kim Kataguiri afirmou que pretende propor alterações em alguns trechos da proposta durante sua tramitação.
O PL 3612/2026 pretende estabelecer regras para aumentar a transparência na comercialização de jogos digitais e criar mecanismos para reduzir os impactos do encerramento de servidores online.
Entre os principais pontos do projeto estão:
A proposta segue princípios semelhantes aos defendidos pelo movimento Stop Killing Games, que ganhou força internacionalmente ao questionar o desaparecimento de jogos que dependem exclusivamente de servidores online.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Kim Kataguiri afirmou ser "absolutamente favorável" ao projeto por considerar que ele reduz a assimetria de informações entre empresas e consumidores.
Segundo o deputado, muitos jogadores acreditam estar comprando definitivamente um jogo quando, na realidade, adquirem apenas uma licença de uso sujeita às regras das plataformas digitais.
Para Kataguiri, exigir transparência sobre esse modelo de comercialização representa um avanço importante para o mercado.
Apesar do apoio ao núcleo principal do projeto, Kim Kataguiri afirmou que pretende sugerir mudanças em dispositivos relacionados à preservação histórica dos jogos.
Entre as críticas estão:
Na avaliação do parlamentar, esses temas ampliam o escopo original da proposta e podem dificultar sua aprovação no Congresso.
A preservação digital, entretanto, é vista de forma diferente por especialistas ligados ao projeto.
Segundo Márcio Filho, empresário e um dos colaboradores da elaboração do PL, a proposta não transfere a propriedade intelectual das desenvolvedoras nem interfere nos direitos autorais.
De acordo com ele, o objetivo é apenas garantir a preservação de obras consideradas relevantes para fins históricos, acadêmicos e culturais, permitindo que futuras gerações tenham acesso ao patrimônio dos videogames, mesmo após o encerramento de seus serviços oficiais.
O projeto também prevê que qualquer utilização desse material preservado ocorra exclusivamente para pesquisa, preservação e fins não comerciais.