
Depois de forte repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo decidiu revogar o aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos anunciado no início de fevereiro.
A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Camex e restabelece as alíquotas anteriores para diversos itens de informática e telecomunicações.
Segundo o anúncio oficial:
105 produtos voltaram a ter tarifa zerada
15 itens permaneceram com imposto, mas em níveis anteriores ao reajuste
smartphones mantiveram a alíquota de 16%
O aumento anterior poderia elevar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais. No caso dos smartphones, a alíquota subiria de 16% para 20%.
Com o recuo, os percentuais voltam ao modelo anterior.
Entre os itens que retornam aos patamares antigos estão:
notebooks — 16%
smartphones — 16%
gabinetes com fonte — 10,80%
placas-mãe — 10,80%
mouses e trackballs — 10,80%
mesas digitalizadoras — 10,80%
SSDs — 10,80%
A maioria dos 105 produtos que voltaram a ter tarifa zerada são bens de capital e equipamentos voltados para informática e telecomunicações.
O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das tarifas. A Instituição Fiscal Independente projetava que o valor poderia chegar a R$ 20 bilhões.
Com o recuo parcial, ainda não há estimativa oficial sobre o impacto nas metas fiscais. A expectativa é que o cumprimento da meta de superávit em 2026 fique mais desafiador.
Na justificativa original, o governo argumentava que as importações de bens de capital e informática cresceram 33,4% desde 2022, atingindo mais de 45% de participação no consumo nacional.
A avaliação oficial era de que isso poderia enfraquecer a indústria nacional e provocar regressões produtivas.
Importadores, por outro lado, alertavam para risco de aumento da inflação e perda de competitividade, argumentando que a indústria local não atende plenamente à demanda interna.
Agora, com a decisão revista, o mercado volta temporariamente ao cenário anterior.
Você acha que o governo deveria priorizar proteção da indústria nacional ou manter eletrônicos mais acessíveis ao consumidor?