PS5 Pro recebe PSSR 2.0 e promete 4K a 60 FPS com Ray Tracing estável

Nova tecnologia de IA da Sony mira desempenho premium e automatiza otimização gráfica.

Por: Anderson Schulz
02/03/2026 às 11h00
PS5 Pro recebe PSSR 2.0 e promete 4K a 60 FPS com Ray Tracing estável

A Sony oficializou globalmente a versão 2.0 do PlayStation Spectral Super Resolution, o PSSR, consolidando o PS5 Pro como o hardware mais ambicioso da marca nesta geração.

A atualização introduz uma nova biblioteca de reconstrução de imagem baseada em redes neurais com o que a empresa chama de “precisão variável”. Na prática, o sistema analisa a complexidade gráfica de cada quadro em tempo real e redistribui recursos de processamento onde há maior risco de queda de desempenho.

A proposta é clara: garantir 4K a 60 FPS com maior estabilidade, inclusive em cenários com Ray Tracing ativo.

O que muda com o PSSR 2.0

Diferente da primeira versão, o PSSR 2.0 não apenas amplia a nitidez da imagem. Ele ajusta dinamicamente a carga de reconstrução conforme a cena exige.

Isso significa:

  • menos flicker em folhagens

  • menos ruído em superfícies reflexivas

  • melhor estabilidade em sequências intensas

  • reconstrução mais próxima do 4K nativo

O movimento também posiciona a Sony em confronto direto com soluções como o DLSS da Nvidia e as evoluções do FSR da AMD.

Resident Evil Requiem como vitrine

O primeiro grande “teste de fogo” da nova tecnologia é Resident Evil Requiem.

No PS5 Pro, o jogo entrega 4K a 60 FPS com Ray Tracing completo ativado. A resolução interna parte de algo pouco acima de 1080p, mas a reconstrução por IA eleva o resultado final a um nível comparável ao 4K nativo, segundo análises técnicas preliminares.

Para a Sony, esse é o argumento definitivo para o selo “PS5 Pro Enhanced”.

Estratégia para o meio da geração

O lançamento do PSSR 2.0 não é apenas técnico. É estratégico.

A empresa passa a oferecer a nova versão como opção em nível de sistema, permitindo que jogos antigos substituam implementações anteriores do upscaler.

Com isso, o PS5 Pro deixa de ser apenas uma versão mais potente e passa a ser um console sustentado por inteligência artificial como diferencial competitivo.

O recado é claro: em 2026, não basta potência bruta. A vantagem está na IA que sabe usar essa potência.

Você acha que o PSSR 2.0 justifica investir no PS5 Pro ou ainda é cedo para chamar de nova geração dentro da geração?

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