
O produtor executivo de Kingdom Come: Deliverance 1 e 2, Martin Klíma, comentou sobre as controvérsias envolvendo a franquia durante entrevista ao PC Gamer, concedida após o jogo vencer o prêmio de Jogo do Ano de 2025 do site.
O primeiro título foi alvo de críticas por parte de grupos progressistas devido à forma como retratou o conflito entre os protagonistas tchecos e os cumanos. Já a sequência enfrentou reações negativas de setores mais conservadores por incluir um romance gay e representar personagens ciganos, judeus e muçulmanos de maneira positiva.
Questionado se esse cenário afetou os jogos ou o estúdio Warhorse, Klíma afirmou que é difícil medir com precisão, mas que sua percepção pessoal é de que essas polêmicas tiveram impacto mínimo. Segundo ele, a maior parte do barulho veio de um grupo pequeno e muito ativo nas redes sociais, que não representa o público gamer em geral.
O produtor destacou que, para os jogadores “reais”, essas discussões praticamente não existem, e muitos sequer tomaram conhecimento das controvérsias. Internamente, no entanto, a equipe sentiu certo desgaste inicial, com a sensação de estar sendo tratada de forma injusta, algo que acabou fortalecendo a união entre os desenvolvedores.
Klíma concluiu afirmando que há funcionários no estúdio que mal sabem da existência dessas críticas, reforçando a ideia de que o sucesso da franquia foi pouco ou nada afetado pelo debate online.